quarta-feira, 3 de março de 2010

(dezoito do dois de dois mil e nove)

Então por quê você não pára de me mandar embora e desaparece de uma vez? Eu sei, eu vou arrancar os cabelos feito um paciente surtado, eu vou chorar feito uma criança tola, querer sair correndo igual alguém que tá perdido no meio do mato e te puxar pelo braço com a força de quem tem muita raiva. Mas vai! E pára! Vai e pára, porque são duas coisas que você nunca faz. Você não sai do lugar quando o referêncial sou eu e você nunca pára quando a gente adota todo o resto como referência. Eu quero movimento, eu quero subir e descer, eu quero frio na barriga, eu quero ter medo da vertigem, eu quero pular de braços abertos, eu quero sentir o ar contra a minha pele e a gravidade a favor, eu quero ir pra frente e até quero ter que olhar pra trás as vezes, eu quero correr de um lado pro outro, fazer zigue-zague, eu quero brincar de rodar, eu quero muitas rodas-gigante, eu quero ciranda, eu quero ficar tonta. Eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo.

Nenhum comentário: