"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
domingo, 14 de abril de 2013
Em ventos frios como os de hoje é que posso sentir mais forte no peito o desejo do teu corpo quente. Não digo que somente em dias frios porque sei bem que nas manhãs de sol meu coração também deseja. Talvez não a temperatura do teu corpo, mas o frescor dos lábios. Talvez nas tarde do outono, que devem ter passado ainda na última semana, eu tenha sentido vontade das tuas mãos segurando as minhas, indo a frente e a trás, no ritmo dos passos, mas em sentido oposto aos nossos pés. Caminhando por ruas como aquelas de Ipanema, quase chegando a Lagoa. Aquelas que você pediu pra parar e fazer uma foto de tão sereno que parecia aquele caminho inteiro de árvores grandes, com folhas caídas ao chão, correndo com o vento. Tivéssemos mais criatividade teríamos imaginado lindos passos de dança quando as folhas iam deixando-se levar pelo sopro do vento e as árvores balançavam ao mesmo tempo, como que fazendo parte da figuração do espetáculo que era essa estação do ano. Já devo ter te falado que prefiro outono à primavera. Mas confesso: meus olhos paqueram as corem da primavera. É como ver arco-íris por todos os lugares. Associo a primavera ao bom humor das flores. Elas não parecem mais felizes? Diria até mais espontâneas. Na primavera eu sinto mais vontade de te levar pelo mundo. Poderia te carregar pela vida deixando as flores nos contaminarem com essa alegria. E ver as cores refletidas nos teus olhos ingênuos. Eu gosto tanto dos teus olhos. Aliás, eu quero que nossos filhos tenham teus olhos. E o nariz, claro! E o dengo. E pelo menos um terço de todo o amor que você transborda todos os dias. Desse jeito desatento como quem não se importa se o amor no mundo tá escasso, porque talvez você pense que ele se multiplique por algum milagre que só alguém com o coração bonito como o seu, poderia acreditar. Nesses dias, eu sinto vontade de você em todas as coisas. Não o contrário, não é que todas as coisas são você. Porque aí ia ser muito óbvio. O que acontece é um pouco mais mágico. É um pouco mais como amor mesmo.
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