Castanho amarelado como a luz que me capturou dentro dos olhos que me despiram. Vermelho vida como o desejo da pele arrepiada na carne viva. Vermelho pulsante como no ritmo descontrolado da sede da outra saliva. O tom da noite na madrugada do sexo em cima da mesa. Roxo de força como das unhas enterradas nas minhas costas, e das outras marcadas contra a parede. Cinza clarinho como os dias de ressaca embaixo das cobertas. Verde e laranja como coco e pôr-do-sol na praça, como certas tardes pequenas, no diminutivo. Dourado como o sol encostando na água verde visto do banco da praça, aonde vendia pastel de queijo e coca-cola no saquinho. Azul esverdeado como a mistura do céu e do mar na linha do horizonte em Ipanema no dia que cantei uma música do Cícero e comprei um livro na Travessa. Mais ainda para o azul como algum lugar muito distante do óbvio, pra não confessar que te escrevo.
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