sufoca ofega treme entra pulsa dói
Essa coisa raivosa que chega de mão cheia me puxando bem pelo coração, com tamanha selvageria que me sufoca como se fosse atirada ao mar, impedida de colocar pra dentro do peito todo o ar que essa aflição me tirou. Esse empurrão que me causa um tropeço e me faz cair no chão, assim, de cara! Pra aprender que além de olhar, deve-se testar a terra por onde pisa-se, porque o concreto nem sempre é tão seguro quanto os olhos nos permitem acreditar. Meu dogma vem é do mesmo lugar de onde tá saindo essa fumaça,de tanta coisa que queima e é daqui que eu vou arrancar todo o impulso que me motive a mostrar o que eu nunca fui e tô precisando ser. Como um ator que busca no papel incorporar um outro eu, que vai ter que surgir e sair de algum lugar interno em nome do bom trabalho. Essa história já virou pra mim um trabalho, desde o cansaço, que toma cada músculo e neurônio, até o empenho de uma responsabilidade da qual eu devo manter e honrar, pra minha própria satisfação. Até olhar no relógio e o ponteiro me falar, em um sussuro sacana, que tá na hora de deixar a cadeira que me manteve sentada por aquelas tantas horas, concentrada em ser exatamente o que o treinamento me ensinou que é necessário. Aquela vontade de sair correndo como que pra conseguir o primeiro lugar, somada ao medo de encontrar, bem na linha de chegada, o troféu que me perdeu na última competição e que me deixa por dentro com essa coisa raivosa (...)
2 comentários:
lindo o texto li, mas não precisa mudar, deixa o concreto desabar porque não precisa ser só uma, seja um dois três quartoze! Seja sempre mais de uma, principalmente pra não chegar ao topo, ter o prêmio e estar só (é que eu to obcecada pelo novo livro do paulo coelho e como tu falou nisso eu lembrei)
oi linda
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