sábado, 21 de fevereiro de 2009

Eu tô aqui na frente desse computador, entre uma lágrima e um monte de pensamento. Eu não sei o que fazer, eu não sei o que, disso tudo que eu tenho na cabeça, eu posso te falar, eu não sei como me referir nem onde isso vai dar. Por que é tudo tão complicado pra gente desde o começo? Meu Deus, tu foste uma coisa tão bonita que eu demoro pra acreditar que tenha que ser tão difícil agora, depois de quatro meses. Eu sei, eu não devia tá 'insistindo nisso'. Talvez não seja fácil pra tu entenderes que não é caso de insistência, é de permanência mesmo. Não tem jeito, não sai de mim. Fica latejando, fica quente, fica tudo vermelho, as vezes fica colorido, as vezes preto e branco, mas sempre fica. Tem dias que dorme até tarde e demora um pouco pra dar as primeiras pontadas, tem dias que não me deixa dormir de tão insône.Eu desconfio que tá acordado o tempo inteiro mas brinca de se fazer de morto vez ou outra. Essa coisa de humor negro, sabe? Sem falar durante o dia, que fica nessa de esconde-esconde o tempo inteiro. Quando não tá por trás de um perfume, tá perdido em algum olhar, alguma boca, alguma mão. Essa parte a gente já conhece, é aquela das mãos, bocas e perfumes. Nossa, de lembrar como são teus e só teus. São teus até quando você não tá percebendo.Tô perdida, já falei isso? É assim, de um assunto pula pra outro, do outro volta pro mesmo, do nada não existe mais assunto, de repente tá tudo junto nas mesmas frases sem nexo. Eu tô com medo de te falar tudo isso. É só que eu ainda quero acreditar que existe alguma parte, aí em ti, que pode me ouvir, alguma parte pra qual eu possa falar sem pudor, como eu sempre fiz, sem metades ou meias verdades. Aquela parte que me conheceu no que eu tinha de melhor em mim. Ela me faz falta, porque sem ela eu fico querendo não ser. É quando eu arranco um ou outro cabelo da cabeça, pra ver se sai junto esse sentimento que me faz lutar pra ter controle e me deixa sempre derrotada, depois de ter perdido mais uma luta. Tá entendendo o que eu tô tentando te dizer? Eu tô querendo sorrir de novo espontaneamente, como era com você do meu lado, só de te olhar, só de te sentir. Eu queria ter um sorriso desses sem precisar ir lá atrás e recortar alguma parte colorida, alguma alegria das que ficaram e pregar, feito um adesivo brilhante no meu rosto vermelho da saudade que eu sinto. O que tudo isso quer dizer? Me dá uma luz, me guia como tu fizeste tantas vezes. Segura as minhas mãos pra eu sentir que posso ir contra todo o resto. Me ajuda a entender por onde começa e onde termina, se é que tem fim.

2 comentários:

Anônimo disse...

Liliane, tu é linda e eu sei que até chorando e com o rosto cheio de lásgrima, continua linda porque é forte.

Sei que já te disseram isso, mas eu repito: fins podem ser novos começos - então começa de novo, coisa bonita!

Tô por perto sempre, de algum jeito.

Insolente disse...

ai, que lindo...