domingo, 17 de outubro de 2010

É impressionante a paz que eu sinto quando tô perto de você. O que me dói é ter que tá sempre tão longe. O que me conforta é a energia boa que tem nas suas mãos quando elas me tocam, nos seus braços quando me abraçam com força. O ruim é que a maioria das vezes a gente diz 'oi' pra logo depois dizer 'tchau'. Poxa, a conversa é tão boa e a tua risada é tão gostosa. Se você soubesse como me faz bem te ouvir contar histórias de pessoas que eu nem sabia que existiam ou de situações que eu nunca imaginei que pudessem acontecer. Se você soubesse o alívio que é ter você nessa vida pra me fazer sorrir, você talvez não tivesse tanta pressa de ir embora. E por falar em despedidas, eu preciso te pedir desculpas antes que seja tarde. Me perdoa por eu nunca ter tempo, por tantas vezes não ter te escolhido como prioridade e por ter feito tantas escolhas erradas. Que merda. Eu me sinto uma merda quando paro em casa e penso que amanhã não vou poder correr pros teus braços e ficar a tarde inteira comendo tudo o que tem na tua geladeira, falar mil vezes que você cozinha muito bem e que eu sinto falta todos os dias de você jogar papo fora comigo. Que droga! Eu tenho tanta coisa pra aprender contigo. Eu tenho tanto medo de não ter tempo. Meu coração tá derramando todas as lágrimas que eu não pude chorar na tua frente. É saudade misturada com medo, é vontade com desespero. Socorro! Me dá aqui o teu colo quente e me diz que esses meses vão passar muito rápido e que daqui a pouco você já tá chegando mais uma vez. Todas as vezes foram assim, não foram? Eu faço um esforço absurdo pra acreditar que sim. Mas alguma coisa me diz que não.

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