sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

27/01

O meu problema tá no sangue. Eu sinto uma coisa pulsando por dentro, and surprise! não é um coração quebrado partido doente. Até passa pelo meu peito, mas logo corre pra cabeça e quando chega lá, é uma pressão que desce pelo resto do corpo inteiro até chegar aos pés, quando dá vontade de sair correndo pelas ruas, pelo meio da noite, pela frente do carros, pulando a lama que ficou no chão depois que o teu sapato passou e varar pelo asfalto quente do dia pra ver se confunde a temperatura com o que ferve nas veias e vai tomando conta das vísceras dos músculos da pele e continua pulsando com a impressão de que é preciso tomar muito cuidado porque a qualquer momento explode e sai manchando de vermelho todas as caras duras que encontrar pela frente assim jorrando-pingando-vomitando-gritando tudo o que não presta que dói bem na boca do estômago que derrama pelos olhos e contamina na mesma velocidade das células cancerígenas quando se multiplicam até não existir mais fígado nem cérebro e onde tinha um coração fica essa raiva prensada queimando feito fogo laranja vermelhazul da cor do problema.

Nenhum comentário: