"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
domingo, 3 de abril de 2011
Eu gostava de você quando você tirava fotos da chuva. Quando a tua agenda era livre no domingo à tarde e o teu celular ainda tinha gravado o meu número. Bom mesmo era ouvir jigsaw com o vento na cara. Não sei de qual ano eu guardo essa lembra, mas era domingo. Legal era você sendo você, com um sorriso tímido, olhos baixos, cabelo bagunçado, sem querer bagunçar. Teu cabelo continua bagunçado, mas agora não é sem querer. Eu preferia você quando você não tinha propósitos claros por trás das atitudes. Ou quando ninguém tinha certeza do que passava na tua cabeça. Você era mais você e me fazia sentir mais eu. Eu gostava de ser quem eu era quando você era você. Naquela época eu não media as palavras como eu tô fazendo agora. Parece que eu tô escrevendo pra você, mas não. E não é você, porque você deixou de ser a pessoa que me lê e me dá uns tapas na cara. Agora você é o próprio tapa na sua cara. Não é bonito de ver você apanhar pra você mesmo. Eu gostava quando eu podia confiar. Aliás, quando alguém quebra a confiança, a gente descobre que não podia confiar. Mas era quando eu achava que podia confiar. Eu te amava quando eu acreditava em você, porque aí eu também podia acreditar em mim.
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2 comentários:
sei bem.
eu então. baixa o vidro e aumenta o som.
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