O ocultismo, o vampirismo, O voodoo, O ritual, a dança da chuva, A ponta do alfinete, O corpo nú, Os vários olhos da Medusa. É como se estivéssemos ali durante os séculos.
Os olhos pareciam ter o poder de congelar a cena pra me manter presa nela o tempo que fosse, como diria, preciso. Até que os olhos, parados naquela janela, cansassem de sempre te ver em todas as outras. Então soltar fechos não mais de luz, mas de fogo pelas pálpebras quase pregadas e relutantes de ver quebrar-se o gelo construído como uma redoma de proteção àquilo que devia ficar guardado nas retinas, talvez como uma nostalgia. E destruir a dureza da pedra para transformar a cena em (des)pedaços espalhados pela vida, pela cama que outrora fervia, pelas mãos que suavam, até pelos cantos destes olhos que agora se recusavam a enxergar mais uma vez você. E a mesma cena, que parecia ter o poder de congelar aqueles olhos.
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