quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De repente quando esse tempo todo passar e já não for tempo perdido, de repente quem sabe, porque a vida é mesmo esse ciclo de esperas e no meio de tudo acontece uma coisa ou outra que pode ou não fazer toda a diferença mais uma vez, igual como foi com você, quando o tempo ainda nem passava, quando eu tinha a ilusão de que nada passaria jamais, até que assim meio despercebido meu ombro deu de encontro com algum despedaço de outra vida e daqueles olhos coloridos eu lembrei durante dias, principalmente pelas noites, quando os silêncios são mais agudos aos ouvidos e ecoam entre as paredes do quarto, entre a minha cabeça e esse músculo que pulsa ainda por dentro dessa pele gasta, como roupa velha, ou simplesmente como se pulsando o tempo continuasse passando e por passar fosse passado, como se jamais pudesse voltar, nem por mágica, e volta sempre, por muito menos que mágica ou por nada menos que amor, essa palavra medonha à nós, que temos justos os sapatos nos pés que sentem o chão em toda a sua dureza, chão firme e sapatos gastos de realidade, não de tempo, que é passado, mas de amor que permanece através dele, porque existem mesmo essas coisas inacreditáveis que nos fazem parecer loucos por acreditar que são como jamais se imaginou que seriam, como todos os outros pensam que não poderia ser, mas continuam, como nós, tentando insistentemente alcançar os céus sem deixar de tocar a terra, loucos como nós e que tudo não passe de uma alucinação, porque louco é quem me diz e eu sou feliz. 

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