"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
domingo, 3 de junho de 2012
De nós opostos
Eram olhos que devastavam o outro corpo, como que devorando cada parte da pele e por dentro dela. Desejos assim talvez de querer chegar ao mais de dentro de uma pessoa, ao mais fundo, tão fundo que ninguém jamais poderia ter imaginado. Eram olhos necessitados de mágicas tanto quanto de ilusões os corações. Eram mãos fortes que tocavam o corpo do outro, como que arrancando pra fora pequenos pedaços de vidas passadas, de restos passados, de passado. E desvendando o indecifrável daquelas curvas e cores, embriagando-se de expectativas, quem sabe fossem do tamanho do desejo outrora escondido e esmagado pelo coração ameaçado. Eram mãos e olhos famintos, no que há de mais clichê para o adjetivo. Não pra comer, mas devorar com dentes e apurar os gostos com a língua molhada, passando devagar por lugares escondidos, se deliciando com a descoberta e o incompreensível de dois corpos regidos pela lei de atração dos opostos (...)
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