segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sobre o amor que se ama com vendas, que piores do que os cegos, não podendo enxergar, os amantes carregam no rosto uma sútil incapacidade de olhar e ver o objeto amado tal qual ele verdadeiramente é, em toda sua imperfeição, assombramento e finalmente a beleza, cuja claridade é tanta que ofusca terrivelmente os olhos de quem olha de frente e tão de perto como quem quer engolir a outra alma e formar um corpo como continuidade do outro, como uma única extensão dos mesmos músculos, desejos e desiquilíbrio, porque certamente transformar a soma de dois em menos um dá desigualdade - ao contrário do que se planeja alcançar com a idealização que o homem distorce para amor. 

Um comentário:

Tomaz Penner disse...

Tenho duas coisas pra falar: 1) Achei a cara da nossa conversa aquele dia que pensamos ser sábado; 2) Obrigado por "...o que se planeja alcançar com a idealização que o homem distorce para amor".