"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
quarta-feira, 30 de março de 2011
De repente eu lembro que tenho uma coisa pra te contar. Digo de repente porque foi mesmo do meio do nada que surgiu essa lembrança. Uma lembrança cheia de formas bonitas e cores vivas. Já disse que você se engana se acha que tudo é muito blue. Quase sempre escuto Chairlift e pink and black and blue for you. Mas então, a lembrança apareceu no começo da noite. Era na verdade, o começo do final da noite. Nos últimos dias tenho demorado mais do que o normal (?) pra pegar no sono, então devia ser umas dez horas e tava batendo um vento gostoso, que embaraça os cabelos e deixa a gente com um sorriso sem graça no rosto. Foi na hora desse sorriso que eu lembrei. Não sei porque custo tanto, já não há nada demais nas palavras, mas essa dificuldade familiar de achar o jeito, sei lá, certo (?). Faz muito a gente não conversa e eu fico na dúvida de como tá a tua voz, se eu ainda posso falar dessa coisa, se você vai mesmo querer me ouvir. Aí eu me perco no meio das minhas dúvidas e quando me acho tô aqui, ainda querendo te falar do que me aconteceu hoje. Olha só, aquele meu amigo que tava viajando acabou de voltar e veio me visitar. Quando ele chegou, me veio à cabeça a última vez que ele esteve aqui. Não lembro se houve alguma outra visita depois daquele dia, mas eu não esqueço daquele dia. A chuva trouxe vocês junto com o sol, porque se tem uma coisa que é terrível nessa cidade, é a tarde. Mais precisamente umas três ou quatro horas, nossa. Hoje ele me olhou e aquele olhar parecia todo novo, cheio de futuro, de esperança. Aí os meus olhos brilharam de felicidade por ele. Igualzinho como os teus olhos também tinham um brilho naquela tarde por mim, naquela visita. Eu não sei exatamente qual amor te fazia brilhar, mas era bonito de ver e eu podia até fingir que sentia, ou até sentisse mesmo, por baixo do edredon. Acontece assim, olhando pra eles, os olhos azuis e lembrando dos outros, os teus, a lembrança de que eu tenho uma coisa pra te falar!
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Um comentário:
De repente me fez lembrar vinicius dizendo "De repente da calma fez-se o vento, que dos olhos desfez a última chama". De repente a gente tem mesmo alguma coisa pra falar, mas de repente a gente prefere calar.
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