"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
domingo, 15 de maio de 2011
Do Amor
Vale ter matado tanto quanto ter morrido e continuar vivendo. Nessa vida que de nada valia, e de repente. Custa sangue aprender o que vale - e vale! Sem a parte dramática de sangrar. Há mais metáforas nas cartas de amor ridículas do que se possa imaginar. E hipérboles. Não existe simplesmente escrever - pense em cuspir, vomitar e cortar a carne junto com o eufemismo do verbo amar. Não diga só que é lindo. Essa é uma ideia puramente convencional. (Não confunda o que é convencional com o que é clichê. Sem clichê não há amor.) O poeta diz que é preciso doer. Ousa discordar quem não conhece o prazer de sentir a dor (passar). O engano é esperar o eterno do perecível. Veja a dor quando falo nisso, então se convença do amor. Eterno, se sobre-viver já na oitava vida. Ou se matar pra viver a outra que começa depois de.
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do melhor conselho/email encaminhado de todos
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