"Escrevo pra derramar meu excesso. E enquanto escrevo, produzo o dobro. Quadrado vicioso."
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Muito fácil escrever felicidade. Não precisa de um grande esforço pra você falar do que excita. Costumo dizer que o tesão começa nas pontas dos dedos.. Você fala das cores fortes, das mãos macias, dos beijos demorados, do vento, do pôr-do-sol. Você fica feliz e de repente até a natureza passa a existir pra você. E o melhor: a seu favor. Você chega a jurar que um banho de chuva pode não significar resfriado, nas entrelinhas. Você pode inventar um sorriso que não existe. Fake plastic. Fácil. Desde que a felicidade esteja em algum lugar do texto, a invenção flui. Daquele jeito que você começa e não sabe mais a hora de parar. Aquele desespero da felicidade: você abre os braços, sai correndo de olhos fechados e só descobre que ultrapassou todos os limites quando é... tarde? Aí sim escrever começa a ficar difícil.
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