sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nosso segundo encontro foi terrivelmente mais denso do que o anterior. Deve ser porque na primeira vez eu ainda tinha muito de menina e você quase nada dessa sem-vergonhice. Mas depois não. Já não teve mais cinema nem jantar nem papo furado, a gente já sabia o que queria e como (!) queria. As quatro paredes daquele lugar pareciam fogueiras ao redor da gente. Era tudo tão quente que teu suor fervia na minha pele e em cima da mesa, pelo chão, de encontro com a estante. O clima tava mais vermelho do que tom pastel, você sabe. Minhas mãos queimavam em uma temperatura superior aos 40 graus que faziam lá fora. Não que a gente quisesse saber do que tinha da-porta-pra-lá, afinal de contas nossa soma de um mais um dava ainda mais do que dois e era o suficiente pra não sobrar espaço pra mais ninguém (...)

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