Pensando bem não é amor, é conveniência. Embora pareça muito contraditório, é também muito cômodo permanecer no mesmo lugar. Mesmo que seja um a cama dura, uma estrada esburacada ou uma sexta-feira chuvosa. A verdade é que eu fico nervosa porque me acostumei a ter medo dos seus olhos. Porque esse medo eu já conheço, já sei como lidar, já sei onde esconder, já aprendi que não vira fobia. Esses milhões de sentimentos, esse nervoso agonia desespero fome ansiedade vontade tesão tesão tesão esse amor que não é mais amor desse arrependimento, já fazem parte de quem eu sou e deixar de ser é complicado. Não significa que eu nunca vá deixar de te amar. A questão é que não dá pra deixar de viver e se for preciso levar uns (des)pedaços de você pelo meu corpo, junto comigo, eu vou aprender a gostar do cheiro de carne podre que isso tem. Pode ser que um dia, logo no final, tenha sido desamor e isso tenha me batido com força a cabeça. Provavelmente eu penso tanto em você porque é mais fácil do que ficar com a cabeça vazia. Não quer dizer que eu chore antes de dormir lembrando de não ter te ouvido me dando boa noite, quer dizer que eu prefiro ter saudades de alguma coisa, do que andar por aí como se meu coração tivesse virado pedra. Pedra pesa e hoje eu acordei leve. Não é que meu coração esteja acelerado, é que ele continua batendo.
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