terça-feira, 14 de setembro de 2010

Freud explica

Tinha gente por todos os lados, rostos conhecidos, cheiros familiares. As peles se tocavam indistintamente e produziam som como o de tambores. Não era só tambores, era uma banda. Muitas pessoas, muitos corpos e alguma harmonia. Nos olhos lia-se palavras de dor em nome do amor. E ordem! Palavras soltas. Como soltas eram as línguas que pronunciavam prazer feito um dragão que solta fogo pela boca, mas sem deixar as pessoas com medo de se queimar.

(em 29/06/08)

Um comentário:

Luana Ramos Rabelo disse...

...prendendo o suficiente as pessoas pra não machucar mas sem soltar pra torturar também no nível certo pra mante-los ali, entretidos na própria dor. Nem que fosse por aquele curto espaço de tempo em comum tão familiar.