Hoje o céu tava mais azul, você reparou? Parecia que aquele tom clarinho que eu tava acostumava a ver todas as manhãs tava mais intenso do que o normal. Eu olhei bem porque nos últimos sei lá quantos dias, a chuva tem sido até uma companheira de tão presente, e não adiantou notificar que eu preferia ficar só do que mal acompanhada. Viver aqui é desse jeito, sempre tem essa hora, depois do almoço geralmente, que a gente tem que lembrar que a vida não pode parar por causa da água, que a gente tem que levantar da cama quentinha pra enfrentar o segundo turno de qualquer coisa que exiga o esforço de sair de casa, mesmo sem um guarda-chuva pra ajudar. Mas hoje não! O dia amanhaceu com uma última estrela no céu e eu acordei a tempo de ver que ela ainda podia brilhar, antes do sol tomar conta do resto do dia. Eu não sei se foi culpa dessa luz forte do sol, mas quando eu saí de casa, as folhas verdes aqui do jardim, tavam mais verdes. Sabe como é? Todas aquelas rosas vermelhas e brancas que eu plantei naquele vinte, desabrocharam justamente hoje. Deve ter sido o azul do sol, o verde do céu, o brilho das plantas. Eu não sei explicar, mas por alguns instantes eu olhava ao meu redor e ficava tudo assim, misturado. Não! Em nenhum momento as ruas que me levavam pareciam estar fora do lugar, pelo contráirio, parecia que tava tudo fazendo sentido de novo. No meio do caminho tinha até um arco-íris, você acredita? Nossa! Há tanto que eu não via um desses, que dá pra ver o começo e o fim, mas que a gente não consegue alcançar de tão mágico que é. De repente foram feitas de alguma mágica. Ah! Deu até vontade de rir agora. Olha só, além do sol, do céu, dos brancos, dos vermelhos e dos verdes, um sorriso.
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