sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Curitiba, 08 de setembro

Faz umas duas horas que eu tô revirando na cama e o sono foge de mim. Eu tenho um turbilhão de coisas pra pensar, mas agora você não me sai da cabeça. Deve ser o frio absurdo que eu tô sentindo ou o vazio enorme que fica nessa cama que eu tenho dormido. Mas também pode não ser nem uma coisa nem outra. Pode ser que seja só a tua voz com sono que agora não me deixa dormir e ainda pouco quase me mata de saudades. Talvez seja a vontade de que você não tivesse tão longe de mim, pra eu ter um colo gostoso pra deitar. Ou talvez o ser humano precise sempre de alguma boa desculpa pra parecer idiota. Eu não sou excessão, caso isso seja realmente uma regra. Mas também não tenho problemas de falar a verdade, tanto sobre ser idiota, quanto sobre usar qualquer desculpa pra tentar me esconder. Agora eu me pergunto quando foi que eu comecei a acreditar que os idiotas não são os que mais valem a pena. Ou pior: quando foi que eu comecei a sentir medo de ser do tipo que vale a pena. Depois disso eu percebi que faz alguns meses que eu perdi o controle de umas duas ou três antigas certezas. E o melhor: eu já não acho ruim sentir medo e eu gostei da ansiedade de já não ter o controle. Dá frio na barriga. Eu adoro frio na barriga. Eu adoro você.

Um comentário:

Helena Chermont disse...

Medo dá em mim, quando eu penso você já diz 'é risco? Eu assumo'